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Como pensamos

A dependência sob a ótica espírita

Desde que o homem, nos primórdios da sua existência, elegeu a satisfação das necessidades primárias, inferiores (alimentação, habitação, reprodução, agasalho, abrigo, etc.),   como sua principal finalidade,  ele vem “vivendo para fora”,  para as coisas exteriores.

Distanciado de si mesmo, fragmentado, solitário,  desconhecendo a própria realidade interna, passa a depender de recursos exteriores na tentativa de se fortalecer na luta cotidiana. A essa necessidade de recursos externos denominamos “dependência espiritual”.
  
Em todos os indivíduos, a dependência espiritual tem as mesmas características; as diferenças individuais se manifestam na escolha do recurso exterior, ou seja, na escolha do objeto da dependência.
  
Alguns indivíduos se apóiam em pessoas, outros em determinados comportamentos, outros recorrem às substancias químicas, outros se escondem sob “máscaras”, e assim por diante. São quase infinitos os tipos de recursos dos quais os seres humanos lançam mão por ignorarem os próprios recursos latentes. A droga é apenas um dentre milhões de outros.
  
Em função desses objetos as dependências se diversificam, contudo, a raiz de todas elas é uma só: a dependência espiritual.


Libertar-se  da dependência é diferente de  libertar-se da droga.

  A visão espírita acerca das dependências nos leva a concluir que vencer a droga é diferente de vencer a dependência espiritual.
  
Para se libertar da droga é preciso vencer o desejo da droga, mantendo a abstinência. Para se libertar da dependência espiritual é preciso combatê-la em sua origem: no espírito.
  
Trata-se de um processo ao qual denominamos Conscientização Espiritual e que resulta no reconhecer-se espírito, não mais fazendo distinção entre objetivos espirituais e materiais, vendo a vida como única e eterna.
  
Reconhecer-se como espírito significa “viver interiormente”, ou seja, sempre em contato com o ”eu interior”. A conseqüência disso é o auto-descobrimento, o total domínio da vontade, a auto-estima elevada, o  auto-respeito e, conseqüentemente a felicidade e a auto-realização.