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Duvidas Frequentes

1.  O que os membros dos grupos de apoio têm em comum?
Eles têm em comum o fato de estarem  buscando se libertar da dependência para serem Por isso, todos estão dispostos a rever seus valores e adotarem novos hábitos e um novo estilo de vida.

2. Que tipos de pessoas são admitidas no grupo?

Podem participar do grupo pessoas de ambos os sexos, de qualquer  idade, de qualquer raça,  condição social, crença religiosa ou política, etc. Nenhuma restrição quanto ao aspecto físico ou condição de saúde do participante. Mas todos têm que estar comprometidos com a própria recuperação, participando do programa de livre e espontânea vontade.

4.  Quais os fundamentos do Programa?

O programa se fundamenta nas seguintes constatações:
1. As dependências têm raízes no Espírito (dependência espiritual) onde nascem os desejos, as emoções, as concepções e valores do ser. Assim, a prioridade do programa, o seu objetivo principal,  é o Espírito.
2. Se a raiz da dependência está no espírito, a cura só pode vir de dentro para fora. Assim, a rigor, somente existe autocura e nós somos agentes (e não pacientes) da nossa própria cura.
3.  O “remédio” seguro para a nossa autocura é a auto-educação, através da qual modificamos os nossos valores e conceitos, nossa forma de  enxergar a vida e o nosso papel dentro dela.
4.  Através do pensamento voltado para os vícios, atraímos companhias espirituais afins que acabam por interferir em nossa maneira de agir.
5.  A  família precisa retomar o seu papel no processo evolutivo de cada um de seus membros. Se desequilibrada, não será capaz de auxiliar o dependente na sua recuperação e ainda poderá contribuir para que ele e até mesmo outros membros, venham a cair em situações igualmente desastrosas.

5. O que o programa de recuperação oferece aos participantes?

Baseado em seus fundamentos, descritos no item 4, o Programa oferece:
1. Grupos de apoio e auto-ajuda,  baseado no compartilhamento de experiências, para o dependente e para seus familiares;
2. Um roteiro auto-educativo e uma grade de valores espirituais, que desperta o autoconhecimento e conscientiza da necessidade da mudança, do progresso individual, da  evolução emocional e espiritual.
3. O socorro e o tratamento espiritual, cujo objetivo é auxiliar o participante a reassumir seu poder de decisão e readquirir o equilíbrio necessário à luta pela própria recuperação;
4. Exercícios com técnicas de abstinência e de prevenção às recaídas cujo objetivo é a formação de novos hábitos;
5. Incentivos ao hábito da oração com o duplo objetivo: 1. Restabelecer o contato com Deus e com as forças Espirituais superiores; 2.  Evitar a sintonia inferior;
6. Tratamentos espirituais diretos através do Passe e da água fluidificada.
7. Acompanhamento do progresso individual, através do qual cada um é auxiliado a superar suas dificuldades.
8. Proteção espiritual também fora do grupo.

6. Sendo um programa espírita, o participante precisa se tornar espírita para usufruir dos seus  benefícios?

Não. A ninguém será exigido tornar-se espírita. Entendemos que todas as religiões cumprem um papel determinado na evolução individual de cada ser e, assim, no de toda a humanidade. Para usufruir dos benefícios do Programa, basta que o participante queira mudar, que esteja aberto à crença em Deus e se esforce para viver dentro dos princípios morais cristãos que, em última análise, se encontram na base de todas as religiões e doutrinas sérias. O programa oferece subsídios para que aprendamos a viver dentro desses princípios. No mais, a ajuda vem de Deus.

7.  Foi dito que a prioridade do programa é o Espírito. Como é que se faz o tratamento do Espírito?

A recuperação do Espírito ocorre através da reforma íntima. Começando pela substituição de valores materialistas por valores espirituais, passando a pensar e a agir como Espírito. É dessa forma que vamos nos conectar com nosso “eu divino”, passando a buscar –dentro de nós- as soluções para nossas dificuldades internas. Verdadeiramente, portanto, o programa não “trata o espírito”,  pois somente ele próprio pode se tratar, provocando em si mesmo a ação para a mudança.
O que o programa espírita faz é oferecer subsídios para que o participante atinja esse estágio de consciência real que transforma o desejo da mudança em ação concreta para realizá-la.

8. Mas enquanto o participante não atinge esse estágio de busca da reforma íntima,  como o programa o ajuda a se manter afastado da droga?

O programa nos oferece ferramentas, instrumentos e técnicas que nos  auxiliam  a manter a abstinência. Muitas são as dinâmicas de grupo que nos auxiliam nesses objetivos.
Não podemos nos esquecer, no entanto, que um tratamento espiritual está sendo feito paralelamente, com o objetivo de nos aliviar do assédio espiritual e ainda de desintoxicar o nosso corpo perispiritual.  Além disso contamos com os passes magnéticos e com a água fluidificada.

9. Não vou ficar entediado (a)  com as reuniões?

Sabemos que a maioria das pessoas não gosta de reuniões. A própria palavra “reunião” costuma ser associada  a obrigação, o que, para nós que sempre buscamos o prazer, soa como tédio e monotonia.
Justamente para evitarmos que nossas reuniões se tornem monótonas e repetitivas, buscamos variar constantemente a sua temática e, por isso, fazemos diferentes tipos de reuniões. Assim, nunca ficamos entediados e, toda semana, ficamos aguardando ansiosamente o dia em que nos reuniremos de novo.

10. Alguém vai me pressionar a falar da minha dependência?

No nosso programa, não falamos dos vícios, nem do nosso passado e nem das drogas. Ocupamo-nos com a cura, com o nosso progresso individual e coisas assim. Para nós não interessa em que tipo de drogas ou comportamentos nos viciamos. Interessa-nos somente a cura, a libertação.
Há um dia especial para depoimentos. Nesse dia, fala quem quer e sobre o que quiser. Mas aí o objetivo é o autoconhecimento, não uma espécie de “confissão de culpa”.
Ao falar, o participante tem contato com os seus medos, as suas dúvidas, vitórias e fracassos.  Cada um fala o que quiser. Pode relatar um problema em casa, o progresso na relação familiar,  uma recaída ocorrida na semana, um fato em que se saiu vitorioso, etc. 

11. Como nos comportarmos nas reuniões de depoimentos?

Antes dos trabalhos, o coordenador instrui o grupo sobre como se comportar durante os depoimentos, colocando basicamente o que se segue:
a) nenhum participante do grupo deve criar polêmica, pretender debater ou criticar o depoimento de um companheiro. Não importa o que pense sobre o que ouvir, deverá se manter calado e em atitude de respeito;
b) ninguém deverá fazer perguntas ou incitar algum membro do grupo a falar;
c) ninguém deverá desmentir o companheiro ou revelar coisas que ele próprio não queira revelar;
d) nenhum membro do grupo citará o nome de outro membro em seu depoimento;
e) uma máxima do grupo é sempre lembrada: “O que você vê aqui... o que você ouve aqui... você deixa aqui.” 
Quem não se sentir à vontade para falar, não será forçado. Falar ou não, é uma decisão de cada um e deverá ser respeitada pelo grupo.

12. Teremos de ir a estas reuniões para o resto da nossa vida?

Não, a não ser que se queira. Gostamos mais das reuniões à medida que passam os anos de sobriedade e elas se tornam um prazer e não uma obrigação. 
Para nós, a dependência é espiritual e não uma doença física que precisa ser controlada até o fim de nossos dias. Por isso, chega um momento em que estamos bem fortalecidos para seguirmos sem o grupo. Afinal não queremos substituir a droga pela dependência do grupo.

13. Saberei quando o momento de deixar o grupo chegou?
Leia as Metas da Recuperação e entenderá que a recuperação pressupõe uma reestruturação geral no seu modo de viver. Quando tiver atingido a maior parte das metas, poderá deixar o grupo. Porém, devido ao bem estar que o tratamento espiritual nos proporciona, por nos sentirmos mais seguros e com mais domínio da nossa vontade, podemos julgar que estamos “prontos”.  Por causa disso,  orientamos a todos os participantes que não se afastem do grupo antes de completarem no mínimo dois anos de freqüência e que, antes de fazê-lo, discutam a própria alta com os demais companheiros.

Faça o download do “Manual do recuperando”.
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